domingo, outubro 19, 2008

Veja bem, ela eu conheço desde os 9 anos de idade...

Foi isso que eu disse ontem para o menino quando expliquei que se ele não me achasse, podia procurar a DaniDani, porque sem ela eu não iria embora com certeza.

Sério, somos amigas desde os 9 anos de idade, hoje ela faz mais um ano de vida e mesmo depois de tantos aniversários, eu ainda fico feliz de ter sido a primeira pessoa a dar um abraço de "Felicidades" à ela.

Claro, nesse tempo todo, vários anos ficamos afastadas, mas sempre teve ligação de "Feliz Aniversário", cartões de Natal e postais de viagens. E alguns amigos nossos não entendem como que nós, pessoas tão diferentes, com gostos tão diferentes, podem ser tão próximas, mas é que eles não entendem como nós somos iguais onde importa, que é no que buscamos para as nossas vidas, em nossos valores. Os gostos musicais podem ser opostos, as idéias de viagens e festas completamente diferentes, mas nós buscamos coisas iguais.

E tem todo o conforto de conhecer alguém há tanto tempo, a gente consegue se olhar e saber o que a outra está pensando, olhar e saber "ok, hora de ir embora" e mesmo com toda essa intimidade ainda há muito respeito, talvez especialmente por sabermos que somos tão diferentes no superficial.

Enfim, Tia, Feliz Aniversário, Te Amo e que muitos e muitos primeiros abraços de Felicidades venham.

quinta-feira, outubro 02, 2008

Time is on our side

Será que com (quase) 31 anos a gente ainda pode classificar os caras como "Tio Sukita"? Só o fato de conhecer esse termo já mostra que tem algo de errado na nossa conta...

Mas é, a Danilândia é liberal, porém a gente ainda prefere um meninote a um tiozinho, complexo de Elektra passa longe desse mundo.

quarta-feira, agosto 27, 2008

Me atordoa que eu gostcho!

Atordoar - vtd - 1 Causar atordoamento a - 2 Causar abalo ou perturbação dos sentidos - 3 Ficar estonteado - 4 Causar assombro a; maravilhar. - 5 Importunar, molestar os ouvidos.

Esse é um dos verbos usados na Danilândia com mais freqüência do que nos outros mundos. De várias formas, com sujeitos diferentes, mas sempre com o mesmo objeto, as Danis. E sempre na forma de reclamação, como "aff, o telefone hoje toca tanto que está me atordoando" ou "putz, recebi uma notícia péssima do meu chefe, tô atordoada" e "ai caralho, pára de me atordoar!" (essa última geralmente dita só dentro da minha cabeça, para a própria DaniEu).

Aí que hoje, depois de ligar para a DaniDani para reclamar que estou atordoada, parei, respirei e pensei que a graça de muita coisa é ficar atordoada mesmo, talvez seja meu lado masoquista gritando, mas é divertido perder o rumo só um pouco, especialmente num dia rotineiro, quando as coisas estão como sempre. Tempero pro dia-a-dia. Decidi que quando me sentir atordoada vou lembrar que é para rir.

sexta-feira, agosto 22, 2008

"(You got to) Lie to me"

Amigo de foda (ou disk-pizza, como prefere outra Dani) não serve única e exclusivamente para sexo, existem até amigos de foda com quem você nem chega a trepar! Amigo de foda é aquele cara que você gosta, não o suficiente para ficar junto de verdade, mas o suficiente para repetir a dose de tempos em tempos.

E já que você gosta da pessoa, é alguém que além de sexo pode servir para matar aquela vontade de dormir de conchinha ou de dividir um milk-shake, é um cara legal, divertido, com quem é bom passar algumas horas, mas depois dessas algumas horas você prefere estar com seus outros amigos, ou sozinha, o cara que tem um lugar especial na nossa cabeça, mas não no nosso coração.

Por isso o "Lie to me", porque envolve um faz-de-conta, uma mentirinha dos dois lados, enquanto estamos juntos é tudo lindo, diversão, os caras até podem chegar a acreditar que estamos apaixonadas, a gente até pode chegar a acreditar que vai virar mais do que algumas horas, mas aí passa, o "eu gosto da companhia dele(a)" continua, mas só. No dia seguinte não bate aquela vontade de ver a pessoa novamente, leva um tempo para o desejo de estar juntos voltar. Essa é a minha linha entre "amigo de foda" e "mmmm, sabe que até que encaixa bem... quem sabe?", o quanto eu quero estar com o cara, a freqüência com que a vontade bate.

terça-feira, agosto 12, 2008

"Mulheres que não sabem provocar"

Passeando por blogs encontrei um chamado Mulheres que NÃO sabem provocar e que casou totalmente com um papo que eu tive com a DaniDani! O papo então virou post.

As Danis não sabem provocar. Isso é fato, facilmente constatável (é só perguntar para qualquer moço que tenha saído com uma de nós). Pra ser sincera a gente nem quer provocar... O que acontece é que nós somos seres enlouquecidos, instáveis, então a gente "provoca" sem querer...

Não é de propósito que a DaniDani marca de sair com o moço e só lembra no dia que tem um jantar de trabalho e por isso precisa desmarcar (o que de acordo com a Nova é provocação, porque mostra que ela não está tão à disposição do mocinho assim). Não é de propósito que eu estou fugindo do mundo e só atendendo ligações da minha família (de sangue ou escolhida) e por isso dando uma gelada em alguns prospects, na verdade eu faço isso para o bem deles! Assim eles não precisam lidar com uma "Dani em crise"! Mas, de novo, de acordo com a Nova isso é provocação, geladeira deixa os homens ansiosos.

E finalmente, não é de propósito, é porque somos mulheres que deixamos, inconscientemente, recados nos nossos "blogs pessoais", recado que só depois a gente relê e fala 'putz, será que ele leu?'.

Mas o importante desse post é dizer que a gente não sabe e não quer provocar, não no mau sentido pelo menos. E que 2/3 da Danilândia estão vivendo um momento Charlotte / "I'm exhausted! Where is he?"

segunda-feira, julho 28, 2008

Chuta que é macumba!! (ou Kick 'cos it's voodoo!!)

É isso, chuta que é macumba, sacode a poeira e faz a porta rodar! Eu já disse aqui, mas vou repetir, a Danilândia não é um mundo paciente, e nem calminho, muito menos com sangue de barata! A gente até tenta, faz a linha meiga com os meninos (as outras Danis, a DaniEu só de vez em quando e quando me interessa/enxergo um benefício), em geral a gente é boazinha, compreensiva e não cobra o que os meninos não ofereceram de antemão.

No entanto, veja bem, aqui é a Danilândia, não a Jó-lândia e nem estamos concorrendo à vaga de Madre Thereza. Nesse mundo se a gente gosta até dá algumas chances, sai da nossa zona de conforto, faz um esforço, vai até o boteco de madrugada e agüenta os amigos bêbados, numa boa, com um sorriso no rosto. Mas tudo é uma via de mão-dupla, cada um tem que andar até a metade do caminho, senão alguém fica perdido no meio da estrada e acaba atropelado!

Enfim, esse é meio que outro post interno, o importante é dizer que apoiadíssima Tia, chuta que é macumba!! E se prepara que amanhã é noite de Guinness!! (no meu caso, Jack, o homem que nunca me deixa na mão e Vamos dividir um táxi? ;))

quarta-feira, junho 18, 2008

D'you trust me?

Outro post DaniDani/Paris

Um dos nossos filmes favoritos é em Paris, Before Sunset, e nele tem uma hora que a Celine diz: "I guess when you're young, you just believe there'll be many people with whom you'll connect with. Later in life, you realize it only happens a few times.", o que hoje, mais velhas, a gente totalmente entende e concorda, e que tem tudo a ver com minha questão de timing.

Sábado uma amiga nossa estava falando sobre o relacionamento atual dela e disse "eu sempre achei que para um relacionamento ser bom tinha que ter diferenças, conflitos, nunca pensei que podia ser tão fácil. Quando é certo é fácil." O que eu também totalmente concordo, tenho bode de coisas muito difíceis ou complicadas. É lindo quando a gente encontra essa coisa de 'encaixe', de intimidade que vem naturalmente.

Nesse momento penso na Mirabelle falando de 'lower intensity'. Nesse caso eu sou mais o Steve Martin, 'restless'.

Mas, não é disso que eu ia falar! O que eu quero comentar é que intimidade na Danilãndia é deixar o cara sozinho c/ nossos laptops destravados (no meu caso laptop e celular destravados)! Isso sim é demonstração de confiança!!

segunda-feira, junho 16, 2008

La vie en Rose

Quando eu tinha uns 7, 8 anos eu assisti numa Sessão da Tarde qualquer o Superman II, aquele que o Superman salva a Lois Lane caindo da Torre Eiffel. Naquela hora eu decidi que a minha primeira grande viagem seria Paris. Naquele instante eu comecei a amar Paris. Com 17 anos então, a hora da minha primeira grande viagem chegou e eu fui à Paris. Como diz o pai do meu amigo, "fui milho e voltei pipoca".

Quando eu fui escolher aquele 'um' momento que eu levaria para a eternidade, não foi difícil, escolhi um momento 'perdida em Paris', um momento adolescente, 'eu posso tudo', 'o mundo é meu', aquele em que eu me sentia feliz além do imaginável, poderosa como só uma pessoa de 17 anos pode ser, completa, mas com desejo infinito de mais e mais.

Hoje a DaniDani está lá, descobrindo a cidade que me faz sorrir só por existir, só por eu saber que ela está lá, me esperando de braços abertos para quando eu quiser fazer uma pausa em explorar outras coisas e precisar aquietar o facho. Sim, é em Paris que eu pretendo viver quando for bem velhinha. Pra ser bem boba, pensar na DaniDani lá, se perdendo e se encontrando, também me faz sorrir (mesmo triste de não poder estar junto).

É difícil explicar porque Paris é tão especial, quando alguém pensa nela imediatamente pula na cabeça a imagem da Torre Eiffel (que sinceramente eu nem sou tão fã assim, primeiro que a Torre é só um esqueleto, segundo porque é lá que o Jean-Michel Jarre faz show e eu tenho medo dele). A Paris que eu amo não é aquela dos filmes românticos, não é a cidade-luz, nem a cidade do amor, não que ela não seja romântica, mas eu tenho vontade zero de passar minha lua-de-mel lá.

A Paris que eu amo é do Irma La Douce (um dos meus filmes favoritos), suja, linda, tragicômica. É a cidade que te convida a ir um pouco mais devagar, a entrar para tomar um café, se perder numa de suas ruelas, a entrar numa das catacumbas para tomar um vinho, perdendo a noção do tempo, entrar de dia e sair quando já é noite. Onde a Ópera é dentro da igreja (Tia, passe na Fnac e compre qualquer ingresso para qualquer concerto na Église de la Madeleine!!!), o rock é no metrô e o metrô é um ser com vontade própria com estações que abrem e fecham nos horários que elas quiserem. A cidade que faz com que nós, meninas altamente motorizadas e dependentes dos nossos carros, andem, andem e andem. Porque é andando na rua que a cidade se permite ser descoberta.

Como canta a Edith Piaf, Tia, viva a vida cor-de-rosa, da próxima eu vou junto, explore Paris, aproveita para se redescobrir mais uma vez.
Et des que je l'apercois
Alors je sens en moi
Mon coeur qui bat

...Un grand bonheur qui prend sa place
Des enuis des chagrins, des phases
Heureux, heureux a en mourir.

sexta-feira, junho 06, 2008

"Let go.. Jump in... Oh well, what you waiting for?"

Eu sou a Dani que tem dificuldade para "let go". Mas "let go" tem um monte de significados diferentes, e alguns são fáceis e outros impossíveis, não só para a DaniEu, para as Danis em geral, e o fácil de uma às vezes é o impossível das outras, e vice-versa.

A DaniDani e a DaniEu estamos em momentos Let Go, não consegui conversar com ela para saber se está sendo fácil ou difícil o Let Go dela, mas eu imagino que seja um daqueles bem complicados. O meu Let Go é do mesmo que eu sempre tenho dificuldade de fazer, é o Let Go do Pacey, no final de Dawson's Creek, sem o bônus da Joey respondendo que ela não quer ser 'Let off the hook'. É o que eu acredito que tenho que fazer, mesmo não querendo de verdade. O Let Go da DaniDani é o tipo que eu gosto (mas que ao mesmo tempo é mega-dificultoso), é o Let Go do título.

Enfim, esse não é um post para ser compreendido, não é um post para explicar o que está rolando, nem para mostrar o Mundo Cor-de-Rosa-Salmão das Danis, é um post meu, para mim e para uma das pessoas que eu mais amo, a DaniDani.

quinta-feira, maio 15, 2008

"Friends will be friends"

Sabe qual a parte engraçada de ter amigas que te conhecem mesmo de boca fechada, mesmo sobre aquilo que você ainda nem percebeu? Elas te apontam no sentido daquela coisa que você não disse, não pensou.

As Danis sabem quando eu gosto de algum cara, é fácil, é quando ele deixa de ter apelido para ter nome próprio. É quando eu paro de chamá-lo de "Mané" (ou afins) e começo a usar o nome que os pais dele escolheram mesmo. É quando eu começo a obcecar sobre um assunto e não paro, falo sem respirar, sem vírgulas ou pontos finais, quando eu respondo a minha própria pergunta em voz alta, antes de dar a chance para elas me dizerem o que pensam, quando elas precisam me mandar parar, mandar mesmo, com voz de comando.

Ainda dou risada quando lembro da DaniDani me interrompendo para dizer "Opa, peraí, o que eu perdi que ele agora tem nome?", ou na DaniB dizendo "espera, isso aí não é amigo de foda! Tem mais coisa nessa história!" E ainda paro e penso no que a DaniDani também me disse, sobre determinismo psíquico (amiga psicóloga formada pela USP é outra coisa), sobre como a questão é porque eu escolho homens unavailable, mas dessa vez sem dar risada, a sério.

Boas amigas funcionam assim, sabem sem você dizer e dizem o que você não pensou ainda.

segunda-feira, abril 21, 2008

"I'm just a girl, standing..."

Fds de dar atenção aos amigos, colocar o sono em dia e rever DVD's de filmes e seriados. E entre os seriados, Sex and the City, claro. E entre SATC e as conversas com as amigas fiquei pensando, depois de 30 anos, sendo uns 17 de baladas, 16 de relacionamentos e uns 15 de sexo como a gente mantém a fé? Claro, em certos momentos é normal perder a fé, ficar deprê e tal, mas assim, essas amigas que eu mencionei são as que me acompanharam por toda minha vida adulta, mulheres que eu conheço desde sempre, que sempre estiveram lá e não dá para não perceber como nós nos tornamos cínicas.

Mas junto com o cinismo tem outro componente fundamental, o romantismo (não aquele brega, vitoriano, veja bem) mas meio que a necessidade de viver momentos como de cinema, com fotografia e trilha sonora perfeitas. Resumindo, a gente não se contenta, we don't settle.

E pensando numa outra conversa com outro amigo eu volto a pensar no que garante que um relacionamento seja duradouro, como a gente faz para realmente se apaixonar pela mesma pessoa mais de uma vez? Se a paixão depende tanto daquele sentimento de descobrir uma pessoa nova, quando você já convive com aquele indivíduo, de onde a gente tira essa sensação de novidade, descoberta? Ou talvez paixão não seja necessariamente descoberta, mas desejo. Desejo de estar ali, desejo de conhecer e se deixar conhecer, desejo de ter alguém, no sentido mais vil de "ter".

Uma das amigas que eu vi, quando foi à França, há anos e anos, me trouxe uma vela, de Provence, sabendo o quanto eu amo aquela região, e disse: "Use numa noite especial, com um cara especial" e esse fds eu comentei que a vela continua aqui, guardada, para uma noite especial com um cara especial. Nesses anos todos eu tive várias oportunidades de usar aquela vela, claro, mas eu sei o quanto de amor ela colocou naquele presente, na vontade dela de me ver com alguém que é especial para mim, por isso continua guardado. É normal crescer e se tornar cínica, é normal ter 30 anos e se contentar. Mas nós nos recusamos a fazer isso. Arrependimentos podemos ter de monte, mas nos arrependermos por ter tomado o caminho mais fácil vai ser difícil de acontecer.

Difícil também é manter a fé, acreditar que uma hora o caminho difícil vai aparecer, que não vamos ceder e tomar a estrada do fácil, mas hey, é para isso que o álcool, boas(ns) amigas(os) e tatuagens existem. Pra quê facilitar se a gente pode complicar?

sábado, março 01, 2008

Oh, come on! Get a room!

ou Sobre Danis e Motéis.

A primeira vez que eu fui a um motel eu tinha acho que 25, ou 26 anos, sim, sério. Comecei a namorar c/ um cara que morava sozinho c/ 17 anos, aí quando terminamos eu saí da casa dos meus pais então, resumindo, só precisei de motel quando quis ir a um. E como eu moro sozinha só vou ao motel quando pinta a vontade e aí claro tem que ser um super quarto.

E aí a gente chega no ponto que eu queria comentar, a conta do motel. Tem Dani que prefere que o cara pague, tem Dani que prefere pagar e todas as Danis acreditam que sob condições ideais de temperatura e pressão o correto é dividir.

Pensando bem, conta do motel é meio que como conta do restaurante, já saí com cara que se ofendia profundamente se eu mencionasse a possibilidade de dividir a conta do restaurante, imagina eu tentar ajudar com a conta do motel. E esse tipo de cara na verdade é o tipo que eu chuto rapidinho, é meio impossível para mim não me sentir "paternalizada". Assim, sem feminismos exacerbados, é lindo o cara pagar a conta de vez em quando, mas também é lindo eu poder pagar a conta de vez em quando, sem nóia, sem discussão e veja bem, na maioria dos meus relacionamentos eu estava melhor financeiramente do que o cara, então, fazia mais sentido eu pagar.

Mas na verdade, na grande maioria das vezes essa minha postura de não ver problema em pagar a conta voltava para me morder na bunda quando o relacionamento já não estava mais tão bom assim. Querendo ou não o mundo, e os homens, ainda são machistas e a ligação com dinheiro é uma coisa complexa mesmo... Tanto a minha, de me sentir capaz de pagar, quanto a do cara de se sentir inconscientemente pressionado a pagar. O mundo do escambo era mais fácil (eu acho).

domingo, janeiro 20, 2008

"De tudo resta um pouco"

Sempre deixaremos os vestígios de nossos dentes na personalidade daqueles que se aventurarem dentro de nós - e vice-versa

Amar é despersonalizar-se. Aos nossos ouvidos isso mais parece palavrão. (...)

Não gostamos de saber que nos identificamos uns com os outros, quer sejam amantes, parentes ou amigos. (...) Concebemo-nos como self made people, autônomos, independentes. Por isso gostamos de acreditar que os nossos amores sejam experiências descartáveis. (...)

Por mais que a pessoa amada seja muito parecida conosco, a relação sempre será uma terra estrangeira onde aprenderemos novos costumes, um amor sempre nos legará alguma coisa diferente, um novo paladar, hábito ou modo de ver a vida.

Não adianta fazer cara de esfinge: de cada encontro sairemos marcados, assim como deixaremos os vestígios de nossos dentes na personalidade daqueles que se aventurarem dentro de nós. Amar é transitivo.


Coluna No Divã, da Revista TPM, edição #72

quinta-feira, dezembro 06, 2007

What can I do? He cracks me up... / Ou Complexo de Jessica Rabbit

Lembra do filme "Uma cilada para Roger Rabbit"? Então, tem uma hora que o Bob Hoskins vira para a Jessica e diz "Seriously, what do you see in that guy?" e ela responde: "He makes me laugh." é isso, simples assim.

As Danis têm muitos homens em suas vidas, e dependendo de em qual vida, eles têm funções bem diferentes, por exemplo, nas nossas vidas profissionais os homens ou existem para mandar ou para obedecer, de vez em quando para debater ou fazer aquele "brainstorming", mas geralmente é para mandar (na gente) mesmo.

Nas nossas vidas acadêmicas eles têm a função de nos ensinar, aprender com a gente ou, de novo, mandar na gente.

Aí que na vida "pessoal" o que a gente realmente quer, mas quer mesmo, muito, é um cara que nos faça dar risada. Só. Não precisa ser rico, bonito, bem-sucedido, com 3 graduações e um MBA, precisa só fazer a gente rir, nos divertir, seja na sala de casa, seja na rua, onde for. Porque como dizia a avó de uma amiga: "Ok, o sexo é maravilhoso, mas dura umas 4 horas, o que você vai fazer nas outras 20?" As Danis, e as mulheres em geral eu acredito, querem rir.

sábado, novembro 17, 2007

So nobody ever told you baby...

...How it was gonna be
So what'll happen to you baby
Guess we'll have to wait and see...


Porque quem fica parado é poste, ou estátua. And there's only one way to know how it's gonna be, what'll happen to us. And it's not exactly just waiting, it's going out there and finding out, for ourselves.

Por isso as Danis estão de em clima de mudança total, a DaniB meio que inaugurou a onda, mudando de casa, de estado civil e até de nome no RG. A DaniDani está de mudança para outro estado, quase outro planeta. A minha mudança? Não é física, nem assim exatamente visível, mas afinal, eu mudei de dezena e isso foi uma tremenda mudança para quem não esperava (e nem contava com) passar dos 27 anos.

E esse post é uma celebração, um brinde de quem fica (a DaniEu) para as Danis que foram, que estão indo, porque a vida é isso, a única constante é a mudança, que a gente recebe com uma ou mais lágrimas nos olhos, dorzinha pelo que passou e não volta mais, expectativa pelo que há, sorriso pelos momentos vividos, um certo medo do desconhecido, do que vai acontecer e a gente ainda não sabe, mas vai descobrir, sabendo que há onde se recolher.

Resumindo, esse é um post escrito cheio de amor, recheado de saudades e por que não, permeado de felicidade e saudosismo. Danis, um brinde à tudo o que foi e especialmente à tudo o que será.

quarta-feira, agosto 29, 2007

Enquanto o prof. fala sobre resolução ou rescisão de contrato...

Eu penso: Todos os caras com quem eu tive um relacionamento eram São-Paulinos, no caso da DaniB eram todos Corintianos, e hoje, por causa de um comentário nada a ver fiquei pensando nisso... Será que faz diferença mesmo o time para o qual alguém torce? Diz algo sobre a sua personalidade o time para o qual você torce? Claro, estou falando do torcedor mesmo, não precisa ser fanático, mas no mínimo acompanhar e torcer, não daquele que ah, se estiver passando eu até assisto.

Costumo dizer que não sairia com um cara que só ouve sertanejo porque a gente não teria o que dizer um para o outro, são visões de mundo diferentes... Talvez times de futebol seja mais ou menos a mesma coisa, apesar que assim, eu não sei diferenciar os times por outra coisa além do escudo na camisa, diferente de um gênero musical e tudo o que acompanha cada gênero. Assim, eu lembro da história do Palmeiras do Felipão, que acho que era algo tipo “time trator”, aí talvez desse para dizer que o time era violento então o cara que torce para esse time também tende a resolver na porrada, mas sei lá, conheço vários Palmeireses(?) que não eram violentos antes do Felipão e nem ficaram depois, então sei lá...

Outra teoria: eu sempre gostei do nome Botafogo, então eu brinco, dizendo que torço para eles, que sou “Botafoguense”, um dia meu irmão comentou que é o time certo para mim, porque os torcedores (e acho que os jogadores também, não tenho certeza) do Botafogo são todos supersticiosos, tem que quebrar o radinho na mesma hora, tem que usar a mesma meia e coisas assim, o que totalmente tem a minha cara mesmo. Se eu pensar assim, talvez dê para tirar alguma teoria do fato de eu me sentir atraída sempre por caras São-Paulinos – pensando bem, eu nunca nem saí com um cara que fosse Corintiano ou Santista. Eles eram sempre ou São-Paulinos ou Palmeirenses ou “Afutebolísticos”. Relacionamento mesmo (mais do que 6 meses e exclusivo), só São-Paulinos... Que coisa! Estou mais intrigada ainda agora...

...


Caramba... pensei, pensei, pensei no assunto, durante essa 1 hora e tanto de aula e não cheguei a qualquer conclusão... alguém tem alguma sugestão? Alguém que entenda de futebol? Ou que tenha uma teoria sobre o assunto?

segunda-feira, agosto 20, 2007

Viver... e não ter a vergonha de ser feliz!

Bom, na verdade, este post começou como um comentário do abaixo da Dani, mas ficou um pouco grande e achei melhor publicar...
Sabe, apesar de estar me casando e como a Dani disse “estar na curva padrão” (adorei isto!! rsrsrs...), esta não era a curva padrão que eu planeja pra mim, sempre pensei que seria titia sim, com muito orgulho! Sempre brincava que eu seria uma velhinha com 3 cachorros e um bom garoto de programa que eu mandaria embora quando me cansasse...
Mas a vida me levou pra outro lado... Eu costumo dizer pro Fábio que quando estávamos ficando, era como se já estivéssemos namorando, quando começamos o namoro, era como se estivéssemos casando, então oficializar a nossa união é simplesmente natural... A Dani acompanhou tudo muito de perto e pode entender, melhor do que ninguém, o que eu quero dizer...
E quando ele apareceu na minha vida, o que eu menos tinha espaço era para alguém!!
O que eu quero dizer com tudo isto, é que a gente dá o espaço que quer para cada coisa em nossa vida!! A gente que permite que as coisas ocupem os seus respectivos espaços... De forma consciente ou inconsciente... E realmente tem momentos que nós precisamos ter mais espaço pro trabalho, ou pra vida social ou pra vida pessoal e às vezes, precisamos equilibrar um pouco de cada...
Para mim, no final de tudo, o que mais importa é a frase que Dani escreveu: “... estamos felizes”. E apesar de tudo que a Danilândia viveu neste último ano, a única coisa que eu desejo para todos nós é isto, que sejamos felizes... (mesmo não plenamente satisfeita, porque somos exigentes demais para isto...).

sexta-feira, agosto 17, 2007

Have fun, Stay single.

Dia desses foi "Dia do Solteiro" e a DaniDani e eu depois comentamos sobre o quanto nossas mães se preocupam com o fato de termos 'ficado para titia', afinal nossas mães fizeram questão de lembrar que é o "Dia do Solteiro" e...

A DaniDani comentou outro dia sobre como ela está vivendo um momento tão legal no profissional, no social que não cabe um relacionamento com um cara na vida dela - eu achei aquele comentário / papo tão legal que até falei para escrever um post sobre o assunto, mas como ela não se empolgou, eu estou escrevendo. De tempos em tempo eu costumo dizer que entre minha vida profissional e minha vida social, não sobra tempo para uma vida pessoal, e me parece que estou vivendo um desses momentos agora, são tantas coisas para fazer, tanta gente que eu quero ver, tantos livros para ler, tanto cd's para escutar que não sobra mesmo nem tempo, nem energia para me envolver com um cara.

Todo mundo sempre diz como é legal estar solteira, ter tempo e liberdade para fazer as suas coisas, não precisar dar satisfação e tal; e é legal mesmo, mas também é muito legal ter alguém, ter para quem dar satisfações e alguém com quem fazer planos e tudo o mais. Como diz o Jesse "I'm designed to feel slightly dissatisfied!" e a gente também. A DaniDani acho que nesse momento nem tanto, não posso falar por ela, mas eu, apesar de saber que não tenho tempo para levar um vida pessoal, não sinto esse tal 'contentamento', 'desaceleração', 'calma' que me disseram que viria com os tais 30 anos. Eu me sinto sim, ligeiramente insatisfeita e sem muita perspectiva de mudança.

Enfim, o que eu ia dizer é que é esquisito ver nossos amigos casando e eu ter ido ao velório do pai de um amigo me fez pensar nisso, como primeiro os nossos amigos entram na faculdade, depois compram um carro, aí se formam, depois trabalham, aí vem os casamentos, os filhos, os velórios dos pais e finalmente os velórios dos amigos. É esquisito não porque não seja o momento, porque teoricamente é, é esquisito porque a DaniDani e eu, de forma inconsciente ou não, saímos da curva padrão, não fizemos o esperado e estamos felizes assim (mesmo que eu esteja ligeiramente insatisfeita).

O que muda / melhora o quadro é saber que parte do nosso problema de comportamento não-padrão é um problema de localização geográfica, fora daqui nosso comportamento é padrão entre as pessoas que conhecemos.

sábado, agosto 11, 2007

Interrompemos a programação normal

Para fazer um brinde especial aos meninos bonzinhos, fofos, que cheiram a leite ainda e nos fazem rir e sorrir!! Que eles ainda nos divirtam muito antes de crescerem de verdade!! E que quando eles sentirem as "dores de crescimento", não seja por nossa única e exclusiva culpa!!

terça-feira, julho 17, 2007

E a gente não se cansa, de ser criança, da gente brincar, da nossa velha infância...

E mais um ano passou! Estava aqui, buscando inspiração para um Super Post de Feliz Aniversário para a DaniB, e resolvi ler o post de feliz aniversário que eu fiz ano passado. Lendo, fiquei chocada, me pareceu que faz no máximo 2 meses que as Danis sentaram no Gigio, falando sobre quando ficarmos velhinhas e sobre "testemunhar vidas". Eu tenho mesmo um problema com contar tempo, mas como a vida tem acontecido rápido ultimamente...

Se eu tivesse dito no aniversário passado, que em menos de 1 ano a DaniB estaria noiva ela teria completamente desacreditado. Se eu tivesse dito que em 1 ano eu teria ido à Índia e estaria em crise por fazer 30 anos, as duas teríamos desacreditado. Se eu tivesse dito que em 1 ano estaríamos vivendo momentos tão diferentes que pouco nos falamos, as três Danis teriam desacreditado.

Nesse 1 ano que passou eu quis apagar esse blog mais de uma vez, e cada vez que toquei no assunto as duas Danis foram absolutamente contra. Parte de mim ainda quer apagar esse blog, mas seria errado, e elas estão certas em querer mantê-lo.

Nossas vidas estão nos levando para lados diferentes nesse momento, e por isso é ainda mais certo esse blog continuar aqui, porque ele "testemunha" uma época muito importante para as Danis, e a vida é cíclica, então, quem sabe o que mais será dito aqui? Melhor mantê-lo disponível, com a janela aberta invés de trancar a porta de vez.

Antes que alguém de fora interprete mal o que eu estou escrevendo, quero deixar bem claro que as Danis vão muito bem, obrigada, não há tristeza ou mágoa ao dizer que a vida está nos levando para lugares diferentes, muito pelo contrário, há muita felicidade em saber que estamos indo a lugares novos, inexplorados, buscando e, quem sabe, encontrando novos horizontes mesmo que separadas, porque amizade de verdade, não implica em grude, implica em ter onde cair, se aninhar, se um dia for preciso (e os amigos sempre torcem para nunca precisar, no máximo só querer).

Enfim, esse está virando um post enorme, quando só o que eu queria dizer é DaniB, parabéns!!! Super feliz aniversário, e mesmo a gente se falando menos, e mesmo vivendo momentos diferentes, você sempre estará no meu coração!!!